Chegue com seu violão, traga sua ideia que aqui o palco é livre. Whisky, cigarro e poesia, num ambiente onde todos são sempre bem vindos. Bartner! Aberto todos os dias, a noite inteira.
Não, esse trem de música boa ou ruim não existe.
Existe bom gosto e mau gosto.
E gosto não se discute.
Então fazer o quê?
Ensinar a gostar do que faz bem.
Pra pobre, pra rico,
pra velho e pra novo.
Música faz bem.
Escolha aquela que te deixa bem.
Na hora, no dia, pra todo sempre, amém.
Mas não se prenda só ao que tá gostando.
Conheça, e principalmente, respeite outro estilo.
Música é pra alma, não é pra entender.
Vai entender porque eu me sinto bem com sertanejo e com rock.
Não discute.
Respeite.
Não mexe.
E todos viveram felizes para sempre.
Compartilhar coisa boa é bã. O resto vai acontecendo.
Se sou rock, soul blues, soul o que quero quando posso
E não manero
Quero ser o rock que expressa, o rock que roll
não o rock que se vende
Quero de volta o velho rock, que venha de um morro
que venha de um novo povo
mas que venha de verdade
sem se importar pra onde vai
mas que espalhe a música que vale
música que realmente fale
e que valha a pena eu investir
pra ver se paro de gastar
e possamos todos chorar
só pelo que vale a pena
E essa é a música do dia, vindo diretamente Da Lua, nos mandando de volta à ela. Dica de acompanhamento: Whisky da idade do seu cachorro com gelo e limão:
Hoje fui pra um lugar
Que espero um dia poder te levar.
Lá encontrei com Deus
E com Ele resolvi uma antiga questão:
Me ensinou que eu não posso ser Ele
Pois Ele já sou eu.
Juntos pintamos mais um quadro da Lua,
Descobrimos caminhos,
E o limite do infinito
Que nunca pode ser visto.
O sol quando se foi
Deixou rastros nas nuvens,
Que se achando sóis
Desfazem-se em segundos.
No final não sou nuvem, nem sol
Nem mesmo a lua de São Jorge.
Sou eu mesmo na Terra
Debruçado num lençol
Imaginando como seria
Deus e Eu no alto da serra.
É estranho como as coisas mudam
muito de tempos em tempos. A aparência física, os sentimentos pelas pessoas, o
lugar que vivemos e onde conhecemos. Agora amo, depois odeio, não suporto,
quero um, preciso, não vivo sem, nem lembro mais que tenho. Quem são as pessoas
com quem passamos a infância? Onde elas estão? Temos que conhece-las de novo, e
de novo, e todas as vezes que não nos vemos mais. E por que algumas pessoas que
deixamos a tanto tempo, quando nos encontramos é como se tivéssemos saído na
noite anterior? E umas que se tornam tão amigas depois de um simples bate papo.
E nós, quem somos hoje, o que seremos amanhã? Quem se importa com isso
realmente? O que não é bom, é ter que mudar pra encontrar cada tipo de pessoa,
mas como agradá-las o tempo todo? Difícil, diria impossível sem ter que
esconder nossas verdadeiras vontades. O
que torna o difícil possível e agradável é o respeito. Dá pra andar com
qualquer um, falar de qualquer coisa, se entre isso e esses tiver respeito.
Sempre. Então entendo de tudo porque não sei de nada e faço o que quero porque
também faço o que não quero. E assim vivemos, felizes para sempre, na alegria e na tristeza, no rock ou sertanejo, na igreja em São Thomé das Letras, amém.
No final somos nós mesmos, sendo quem podemos ser. Não precisa agradar ninguém, mas o respeito deve ser dado a todos pelo caminho.
Fiquemos com o clássico "Somos quem podemos ser" do Engenheiros do Hawaii, versão do Acústico MTV. Um brinde a cada um de nós!!
25 anos em que tudo aconteceu, e nada se tornou cada dia
mais cheio de coisas
Onde o céu foi azul e a tempestade perdurou
Onde as flores, apesar de tudo, nasceram e brilharam.
Onde pássaros e insetos se cruzam
Onde fé e temor se enfrentam
O ruim passou,
O bom já foi,
E o melhor está por vir!
Afinal, hoje é meu aniversário,
Agora escolho minhas mágoas
E rio de quem quiser
Peço um blues desajeitado
Mando um solo só pra você
Afinal.... Hoje é meu aniversário.....
Hoje tem bebida liberada a noite toda, por minha conta!! Ouvindo Janis Joplin, Try (Just a little bit harder). Afinal é isso que tento todos os dias. Tento ser o melhor de mim, procurando sempre o melhor em você.
E daí? Pra que se preocupar, se o
que é bom vai perdurar e o que é ruim tem que acabar? Claro que “nada vem de
graça, nem o pão nem a cachaça” e temos que correr atrás desses almejados
objetos de desejo que tanto queremos, sem deixar ninguém no prejuízo por isso. Enfrentar os desafios e correr os riscos é que vai com o tempo nos
diferenciando uns dos outros.
O jogo da vida não possui regras simples, e a
qualquer momento pode alterá-las sem aviso prévio, e quando tudo acontece de
novo, o melhor é sacudir a poeira e mais uma vez seguir em frente. Cada um do
seu jeito, vai seguindo o que acha certo, sempre olhando pro lado, e que bom
seria se ninguém quisesse te derrubar. Mas derruba. Olha pra você ver, ainda
tem isso. Além da própria vida ficar sacaneando, ainda tem uns que ficam
observando você jogar e entram só pra atrapalhar. Vai ver essa é uma das
regras, vai saber, e ainda bem que temos aqueles que mesmo se estiverem lá na
frente, voltam pra nos levantar e ensinar o caminho certo a percorrer, ou dão
dicas para que façamos nossos próprios caminhos.
Tocando em frente, sigo meu
coração, ouço minha cabeça e coloco o pé no chão. Pode parecer que não, mas pra
quem quer voar, acho que estou no caminho certo. Posso ser louco, mas não deixo de ser normal.
Então chega de conversa e vamos pra Babylon com Zeca Baleiro.
Cíntia Arvelos, uma garrafa de rum em sua homenagem!