quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mais um momento de embriaguez...


É estranho como as coisas mudam muito de tempos em tempos. A aparência física, os sentimentos pelas pessoas, o lugar que vivemos e onde conhecemos. Agora amo, depois odeio, não suporto, quero um, preciso, não vivo sem, nem lembro mais que tenho. Quem são as pessoas com quem passamos a infância? Onde elas estão? Temos que conhece-las de novo, e de novo, e todas as vezes que não nos vemos mais. E por que algumas pessoas que deixamos a tanto tempo, quando nos encontramos é como se tivéssemos saído na noite anterior? E umas que se tornam tão amigas depois de um simples bate papo. E nós, quem somos hoje, o que seremos amanhã? Quem se importa com isso realmente? O que não é bom, é ter que mudar pra encontrar cada tipo de pessoa, mas como agradá-las o tempo todo? Difícil, diria impossível sem ter que esconder nossas verdadeiras vontades.  O que torna o difícil possível e agradável é o respeito. Dá pra andar com qualquer um, falar de qualquer coisa, se entre isso e esses tiver respeito. Sempre. Então entendo de tudo porque não sei de nada e faço o que quero porque também faço o que não quero. E assim vivemos, felizes para sempre, na alegria e na tristeza, no rock ou sertanejo, na igreja em São Thomé das Letras, amém.

No final somos nós mesmos, sendo quem podemos ser. Não precisa agradar ninguém, mas o respeito deve ser dado a todos pelo caminho. 


Fiquemos com o clássico "Somos quem podemos ser" do Engenheiros do Hawaii, versão do Acústico MTV. Um brinde a cada um de nós!!


terça-feira, 3 de abril de 2012

Afinal, hoje é meu aniversário!


Afinal, hoje é meu aniversário!
25 anos em que tudo aconteceu, e nada se tornou cada dia mais cheio de coisas
Onde o céu foi azul e a tempestade perdurou
Onde as flores, apesar de tudo, nasceram e brilharam.
Onde pássaros e insetos se cruzam
Onde fé e temor se enfrentam
O ruim passou,
O bom já foi,
E o melhor está por vir!
Afinal, hoje é meu aniversário,
Agora escolho minhas mágoas
E rio de quem quiser
Peço um blues desajeitado
Mando um solo só pra você
Afinal.... Hoje é meu aniversário.....



Hoje tem bebida liberada a noite toda, por minha conta!! Ouvindo Janis Joplin, Try (Just a little bit harder). Afinal é isso que tento todos os dias. Tento ser o melhor de mim, procurando sempre o melhor em você.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Nem o pão, nem a cachaça!


       E daí? Pra que se preocupar, se o que é bom vai perdurar e o que é ruim tem que acabar? Claro que “nada vem de graça, nem o pão nem a cachaça” e temos que correr atrás desses almejados objetos de desejo que tanto queremos, sem deixar ninguém no prejuízo por isso. Enfrentar os desafios e correr os riscos é que vai com o tempo nos diferenciando uns dos outros.
       O jogo da vida não possui regras simples, e a qualquer momento pode alterá-las sem aviso prévio, e quando tudo acontece de novo, o melhor é sacudir a poeira e mais uma vez seguir em frente. Cada um do seu jeito, vai seguindo o que acha certo, sempre olhando pro lado, e que bom seria se ninguém quisesse te derrubar. Mas derruba. Olha pra você ver, ainda tem isso. Além da própria vida ficar sacaneando, ainda tem uns que ficam observando você jogar e entram só pra atrapalhar. Vai ver essa é uma das regras, vai saber, e ainda bem que temos aqueles que mesmo se estiverem lá na frente, voltam pra nos levantar e ensinar o caminho certo a percorrer, ou dão dicas para que façamos nossos próprios caminhos.
       Tocando em frente, sigo meu coração, ouço minha cabeça e coloco o pé no chão. Pode parecer que não, mas pra quem quer voar, acho que estou no caminho certo. Posso ser louco, mas não deixo de ser normal.


Então chega de conversa e vamos pra Babylon com Zeca Baleiro.


Cíntia Arvelos, uma garrafa de rum em sua homenagem!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sentimento concreto

Sonhamos com o possível, enquanto vivemos o impossível.

Ritos ancestrais, auroras boreais
O que sinto é infinito,
Visto de cima do muro,
Rashando o concreto,
Que me separa de você.

Esse arco-íris de água morna
Essa chuva que conforta
Faz o bem que eu tanto vejo
Fazer todo sentido agora.


Foto extraordinária: Chris Aguiar / Montagem malfeita: Eu mesmo

"Fique aí um tempo que eu vou tentar ir por aí. Só esqueça a noite. O dia se parece bem mais com você. "



Hoje é dia de cerveja liberada até as 2:00 da manhã. Portanto aproveitem bem a noite!! 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Filosofias de Buteco


E o Bartner continua com suas conversas filosóficas. Mas o que seria um bar sem isso???
Trilha sonora indicada: Raul Seixas!! Maluco Beleza - http://www.youtube.com/watch?v=gm9rsniAe_o

E o que é a vida, se não esses momentos de prazer? Prazeres carnais, prazeres almais*. Que bom rir, cantar e dançar. Que bom discutir, discordar, reclamar. A vida é boa sim! Como ela vai se tornando chata, mas ao mesmo tempo prazerosa! Sim, pois aos poucos as oportunidades são jogadas na nossa cara, e independente das escolhas, à sempre uma brecha pra felicidade tomar conta do seu interior. A felicidade já tá aí dentro, olha aí que você acha, nem que seja um arranhãozinho você vai sentir dela, doida pra sair. E sai na hora que você quiser, pode acreditar.

Não se esqueça de quem é
Mesmo ainda não tendo certeza do seja
Não se esqueça da essência, essa beleza
Rara beleza, que só você vê
Essa estranheza,
acredite,
é puramente normal...



Um brinde com um bom vinho em São Thomé/MG pra celebrar a felicidade!!!



*O que você vê como uma palavra que não existe, eu insisto em chamar de neologismo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aonde quer que eu vá (ou volte)

        E após longos anos, uma simples tarde reúne de volta todo o sentimento de uma infância inteira. Um churrasco, que se transforma em várias conversas, que reúne uma turma que hoje não se vê diariamente, mas que só de se encontrar foi capaz de fazer milhões de coisas acontecerem, que fazem fuzuê até num quartinho de piscina...  E assim é a vida, onde não podemos voltar ao passado, mas saboreamos com gosto as histórias desses tempos que ficaram pra trás, visando um futuro que pode sim ser tão bom quanto tudo que já passou. Ainda não fosse o bastante, ser presenteado com amigos que estão no cenário musical (ou só tocando por diversão mesmo, tipo eu) e que fazem um trabalho de qualidade torna tudo mais mágico, e com mais sensação de que nunca deixei nada disso pra trás. Um brinde a todos que compartilham esse sentimento, de que amizade não preço, nem tempo!


Ao amigo Pedro Perone, parabéns pelo trabalho da banda! Show que espero ver em breve! Fiquem agora com Bilbel mandando "My Way Out".

Bilbel - My Way Out

Quem quiser conferir mais músicas da banda, só clicar em http://www.myspace.com/bilbel


domingo, 11 de março de 2012

Música. De novo.


Peço licença à poesia. Mas já disse que no bar tem espaço pra tudo, principalmente pra prosa:

          Ouvir um som pode te levar de volta pra casa. A casa da alma, onde nos sentimos protegidos. Quando ouço um som, uma música (ninguém precisa saber qual é, pois pode ser a mais brega de todas, mas pra você é algo muito maior) me sinto confortado, colo de mãe. Pensar o passado, rever o presente, fingir que adivinha o futuro. Mas isso some, o tempo para, e de repente estou em um sonho. Sonho real, filme da minha vida. Uai, pois a gente não quer trilha sonora da vida? Ouça o som e pense nela, ou faça sua vida ouvindo sua música na cabeça.
         Fazer uma música é fazer com que o outro sinta. Não importa o quê, importa sentir. Não se define o sentimento do outro, porque sua alegria pode ser a tristeza alheia (e o vice-versa também) e por isso a música é assim. O que se foca é o fazer sentir, fazer fluir de um instrumento, de uma voz, o som do silêncio que ecoa do pensamento. Aí se toca um coração. O que seu cérebro monta em cima de um campo harmônico, o coração de outro dispara. Ou para. Só tocando lá pra saber. Na letra, na melodia. Gênero não importa, provar de tudo na música deve ser feito, assim é a evolução das espécies, assim é a evolução da música. Só não vamos deixar nenhuma em extinção, pode ser que lá na frente (vulgo futuro) ainda precisemos dela. Viva. Numa gaita, num toque de tambor, numa batida de lata ou na voz de um cantor. 


Fiquem hoje com essa música interpretada por Luiz Gabriel (do Lusco Fusco, Graveola e o Lixo Polifônico) e Julian Mourin, nesse vídeo com belíssima fotografia.

Julian Mourin y Luiz Gabriel Lopes - La vie